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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Fish and chips!

Relutei um tempão em postar esta receitinha no nosso dia oficial da dieta, mas depois que eu encontrei com a Chris {cunhadita da minha amiga Marcele} na academia hoje à noite e ela continua linda, magra e com tudo em cima mesmo depois de ter feito em casa, acho que não tem problema... rs

Na verdade esta é a minha versão semi light do fish 'n' chips, comidinha londrina típica que por sugestão da Marth {minha cunhadita} eu achei melhor não experimentar...

Não pelos ingredientes, porque vamos combinar que é difícil achar uma dupla dinâmica melhor que peixe com batatas, mas sim pela aparência meio descuidada deste quitute lá em Londres. Sei lá quantos fish and tips são fritos no mesmo óleo, né? E sei lá também qual é o óleo que eles usam... #olhaapsicosedapessoa

Mas eu chamei a nossa versão de quase light porque ela não é frita. Nem o peixe, nem as batatas. E eu te garanto que se você testar não vai se arrepender...


























Robalo na manteiga de ervas e batatas crocantes

O preparo deve começar com as batatas, porque o peixe fica pronto mais depressa.

Ingredientes das Batatas Crocantes
  • 1 batata por pessoa
  • 1 dente de alho por pessoa
  • azeite
  • alecrim fresco {é opcional, mas faz uma diferença danada}
  • flor de sal {com sal refinado não fica a mesma coisa...}
  • pimenta do reino moída na hora

A receita eu aprendi no programa do Jamie Oliver, mas já tem tanto tempo que eu faço que não sei mais o que modifiquei nela.
Você precisa cortar as batatas com a casca em pedaços de mais ou menos 2,5 cm {pode ser mais ou menos, mas tente deixá-las com tamanhos iguais}.  Aí numa panela com água cozinhe até ficarem al dente {meio no chutômetro porque eu nunca cronometrei, acho que depois que a água ferve não deve demorar nem 10 minutos}. Pra saber se estão no ponto, é só enfiar um garfo em um dos pedaços: ele tem que entrar ainda com alguma resistência. Escorra a água e coloque as batatas em uma assadeira. Regue com azeite, junte os dentes de alho, uns raminhos de alecrim, salpique a flor de sal e a pimenta do reino moída na hora. Forno pré-aquecido a 180º, vamos deixar lá enquanto preparamos o peixe. As batatinhas estarão prontas quando a superfície tiver uma casquinha bem dourada.

Ingredientes para o preparo do Robalo
  • robalo em filés {calcule mais ou menos 180 g por pessoa}
  • limão para o pré-preparo
  • sal marinho
  • pimenta do reino moída na hora
  • azeite

Antes de temperar o peixe, eu gosto de espremer um limão sobre ele e depois lavar em água corrente {é uma coisa bem rapidinha, senão o próprio limão já cozinha o peixe}. Então temperamos os filés com sal e pimenta do reino. Numa frigideira antiaderente bem quente vamos dourar com azeite os dois lados dos filés e depois levar ao forno {se a sua frigideira não puder ir ao forno use uma assadeira} por cerca de 15 minutos.
Aproveite que abriu o forno para dar uma chacoalhadinha na assadeira das batatas.

Muito bem. Tá quase pronto. Estes 15 minutinhos restantes serão suficientes para que as batatas acabem de ficar prontas e para que a gente prepare a nossa manteiga com ervas, que vai dar um super toque gourmet na receita.

Ingredientes da Manteiga de Ervas
  • Manteiga sem sal
  • Ervas aromáticas frescas
  • Alcaparras {lavadas em água corrente, numa peneirinha}

Você vai colocar a manteiga numa panelinha em fogo médio e deixar derreter. Ela vai começar a espumar um pouco, então é só acrescentar as ervas frescas - a combinação de salsinha, manjericão e sálvia é mara - já lavadas {se ainda estiverem molhadas melhor} na manteiga e deixar fritar, até ficarem crocantes. Vá monitorando pra não deixar a manteiga queimar, senão amarga e não dá certo. Pra saber se já está pronto, tire a panelinha do fogo, espere a espuma baixar e levante as ervinhas com uma colher: se elas tiverem reduzido seu tamanho à metade está no ponto. Então é só acrescentar um punhadinho de alcaparras na manteiga ainda quente.

Para montar o prato, coloque os filés de robalo, regue com a manteiga e coloque as batatinhas ao lado. Se preferir, pode servir as batatas à parte, para que cada um se sirva com a quantidade que desejar. A manteiga também fica bem bonita se você colocar junto ao peixe em cumbuquinhas individuais.


























Gentem, este prato fica muito muito bom, então mesmo sendo apenas meio light, eu super recomendo!!!

Espero que tenham gostado, e se fizerem em casa não esqueçam de voltar aqui pra me contar como ficou, ok?

Beijos em todos, uma boa noite e... inté! =)

P.S.: Essa manteiga de ervas é uma receita coringa, e dá certo com praticamente todos os outros peixes também. A Chris me pediu para fazer com o salmão do seu dia a dia {conta aí Chris, como ficou!}. Sem as alcaparras a manteiga ainda vai bem no filé mignon e no filé de frango.

P.S.2: Dá pra fazer esse fish and chips sem a manteiga também, é claro, mas... se eu fosse você não abriria mão...

P.S.3: O pulo do gato, nessa manteiga, é usar uma panelinha com fundo grosso {como as de inox, com fundo triplo} para que o calor espalhe por igual e não deixe queimar no fundo. Uma boa panela, aliás, é o pulo do gato de muitas receitas!


terça-feira, 1 de maio de 2012

Para quem não quer trabalho: Pão de Alecrim

Dia do trabalhador. Aqui em casa foi feriado mesmo: a gente estava na maior preguiça, e quem trabalhou foi só a nossa máquina de fazer pão...

Postei a brincadeira no Instagram e começaram as dúvidas: vale a pena comprar uma máquina de fazer pão? Pra mim vale. Vale super. Eu adoro. O pão feito em casa é muito mais saudável, sem conservantes e a gente sabe exatamente a qualidade dos ingredientes que fizeram parte da massa. A nossa ainda foi presente do meu papito, então os pães feitos por aqui saem com um sabor a mais de carinho... o tal do sazon, sabe?

Esta receitinha que fiz hoje é presente para a Lia, que também adora a máquina dela e costuma perfumar sua casa com o cheirinho de pão quentinho. Tem coisa melhor no mundo? Não tem, né Lia?

A receita, no livrinho da minha máquina, chama-se Pão Italiano Temperado, mas eu modifiquei algumas quantidades, acrescentei o meu ingrediente favorito e então a nova receita mudou de nome...




























Pão de Alecrim
receita nossa!
  • 240 ml de água
  • 1 1/2 colher (sopa) de azeite extravirgem
  • 1 1/2 colher (chá) de sal
  • 2 colheres (sopa) de açúcar
  • 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
  • 1 colher (sopa) de salsa fresca picada
  • 2 colheres (chá) de cebola em flocos
  • 1 colher (chá) de alho em flocos
  • 2 colheres (sopa) de alecrim fresco
  • 380 g de farinha de trigo especial
  • 1 1/2 colher (chá) de fermento biológico seco
Preparo
Adicionar todos os ingredientes de acordo com a ordem acima na fôrma da máquina de fazer pão, escolher o ciclo "europeu", fechar a tampa e ligar a máquina.

Difícil, heim? Trabalhoso...



Gentem, quem já tem a máquina, teste esta receita que a satisfação é garantida. O aroma que fica pela casa então, nem se fala: uma mistura pão quentinho, pão de queijo e ervas aromáticas... nham nham nham... é demais!

pulo do gato nesta receita é usar o queijo parmesão ralado na hora. Fica uma coisa. Mas eu também já testei com o de pacotinho {usei o Faixa Azul®} e aí, para não ficar seco, aumentei a quantidade de azeite para 2 colheres de sopa. Também deu super certo.

Para quem não tem a máquina e quer saber se vale o investimento, eu já disse ali em cima e repito: acho que vale sim. O importante é você selecionar suas receitas nas quantidades adequadas para o número de pessoas que vão comer, pois o ideal é que o pão seja consumido na hora. Tem uma coisa super bacana na máquina que é a gente poder selecionar a hora em que quer o nosso pão pronto, então é possível colocar os ingredientes à noite, antes de dormir, e ter pão quentinho na manhã seguinte.

Espero que tenham gostado da receita e, Lia, depois me conta o que achou!

Beijos em todos, ótima semana e... inté!!! =)

P.S.: A nossa máquina é a Art Pane da Mallory, e esta receita é para um pão de 600 g. Se a sua for outra e não tiver o ciclo europeu, selecione algum adequado para um pão de 600 g {este demora mais ou menos 2 horas e meia}.  


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A Jardineira Fiel

Domingo foi dia de jardinagem. Vesti uma roupa bem velhinha e fui pra varanda dar uma geral na minha horta. A bichinha estava tão abandonada, coitada, que quando cheguei lá deu até pra escutar um rebuliço das folhinhas... hehehe

E como a apostila do "curso de horta em casa" que eu fiz em Sampa evaporou, eu fucei na minha caixola pra ver o que ainda lembrava da minha antiga vida de jardineira.

Alecrim - melhor tempero do mundo para as batatas assadas!

Manjericão - como eu amo essa folhinha...

Tomilho e Ciboulette





Lembrei que o sabão de coco era o mais indicado pra lavar as ervas quando nelas aparecem alguns invasores. Era o caso das minhas... 
Coloquei sabão de coco em pó (já compro pronto, pra lavar as roupas mais delicadas) dentro do borrifador com água, chacoalhei, e lá fui dar um banho de espuma nas "pranta"...



























Lembrei também que o adubo certo para as ervas aromáticas é o 10-10-10 (NPK) e aproveitei para enriquecer a terra das jardineiras...

É só um punhadinho que a gente coloca...
... depois tem que misturar na terra.


Um pouquinho de água... e pronto! As minhas meninas devem ter ficado tão felizes...! 


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Cheiro-verde

Já deve fazer uns bons seis anos que estive em São Paulo fazendo um curso de horta em casa. O curso era promovido pela Livraria Mille Foglie, uma lojinha fofíssima que ficava nos Jardins mas que - puxa vida - fechou temporariamente...
O curso ensinava a gente a montar a nossa própria jardineira, dando dicas de drenagem, quais ervas combinavam entre si - foi lá que aprendi que a hortelã é egoísta e não divide seu vaso com ninguém... - e ainda ensinava algumas ótimas receitas. Foi lá também que me apaixonei pela sálvia, uma ervinha digestiva com sabor super particular e delicioso...
Na época ainda morava com mamã, e aproveitei seu super jardim para fazer uma mega horta. Plantei manjericão normal, gigante e roxo, salsinha normal e crespa, coentro, nirá (este cresceu que nem mato!), cebolinha e ciboulette, tomilho, sálvia, orégano, manjerona, alecrim (este virou um arbusto!), pimenta dedo-de-moça, erva cidreira.... ai, será que esqueci algum?!
E era uma terapia colocar a mão na terra, procurar as lagartinhas que insistiam em comer as minhas folhas, e acompanhar cada novo brotinho, cada nova flor, cada pimentinha mudando de cor. Uma delícia...
Aí mudei para o ap, a minha horta morreu - sim, minha gente, abandonei a bichinha... - e comecei tudo outra vez. Novas jardineiras e folhas fresquinhas para as aventuras culinárias!
É super possível ter a sua hortinha mesmo em espaços pequenos, a única exigência é ter sol pelo menos umas quatro horas diárias, senão as suas folhinhas não vão ter gosto nenhum...

E durante a minha estada londrina não pude deixar de reparar que lá eles também cultivam suas ervinhas em casa. A casa até pode ser petitinha, mas cheia de jardineiras e vasinhos! Olha que graça:




Até tomate! Viu só?!
E para você também animar a fazer a sua, encontrei um vídeo que ensina a montar a jardineira com drenagem exatamente como aprendi na Mille Foglie. Olha como é fácil:



Ter a sua própria hortinha, além de salvar uma receitinha de última hora, ainda embeleza a casa e a enche de vida. Quem pode não gostar muito é a sua "profissional do lar"... a minha quando chegou na varanda do nosso ap no dia que levei as jardineiras logo se posicionou: "ai meu Deus, agora ela inventou de ter uma horta..."!
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